O Mistério dos Chinelos Perdidos

Em 2013, durante a volta ao mundo, Bali foi um dos maravilhosos destinos por onde passámos. Ficámos em Nusa Dua. Estávamos mesmo em cima da praia. Uma das coisas que adorávamos fazer era passear pela praia. Sem tempo contado. Sem pressas. Pelo caminho, vimos dezenas de atividades náuticas e, claro, dezenas de turistas a utilizá-las. No sítio onde ficámos, o mar era um pouco batido, principalmente na rebentação, onde se formavam uns valentes remoinhos, o que nos ofereceu verdadeiros momentos cómicos e levou-nos, muitas vezes, a sentarmo-nos e apenas observar, enquanto bebíamos uma maravilhosa água de coco. O mais engraçado? A subida das pessoas para as motas d´água. Hilariante. E porquê? Porque o mais normal era aquele turista não estar habituado nem à mota, nem à rebentação, e talvez nem à água, porque muitos levavam roupa inapropriada, como uma saia, um vestido, umas calças… Mas o mais curioso é que nos permitiu perceber, de uma vez por todas, algo que nos andava a intrigar desde o primeiro dia em que andamos naquela praia. É que encontrávamos diversos chinelos pela praia, mas apenas um dos chinelos, nunca o par. Achávamos estranho. “Quem é que deixa 1 chinelo apenas na praia? E que raio, tantos?” Até que percebemos. Era o mar que os devolvia. Eram chinelos dos tais turistas tão pouco habituados àquele mar. Nas entradas e saídas das motas, entre gritos, gargalhadas, quedas e tropeços, lá perdiam os chinelos. E depois, algures no tempo, o mar devolvia-os.



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