Escapadela de 2 dias a Edimburgo


Foram 2 dias fantásticos. Em pleno inverno, com alguma chuva e frio à mistura, deixamos o dia a dia para trás e fomos conhecer coisas novas, viver novas experiencias e, acima de tudo, divertir-nos muito.

Desta vez viajámos a 4, com os pais da Rita, ou seja, 4 adultos.


A Viagem


Comprámos a viagem de avião bastante tarde... duas semanas antes, na App da Ryanair, e correu tudo muito bem. Já tivemos a nossa dose de problemas com companhias low-cost, mas se assumirem que é uma low-cost e que têm de cumprir as regras, vão ver que corre tudo bem.

Primeiro o preço: 13 € ida e volta, por pessoa. Sim, leram bem, 13 €… É inacreditável. É mais caro ir e vir de carro ao Alentejo.

Mochila às costas e lá fomos nós. Saímos ao final da tarde de uma sexta-feira e regressamos no primeiro voo da manhã de segunda, bem cedo. Se são dois dias que têm, então serão dois dias fantásticos!



A Estadia


Após comprarmos os bilhetes de avião fomos à procura de alojamentos. Ouch... íamos caindo para o lado com os preços. Tínhamos escolhido o fim de semana da cimeira do clima e os preços dos hotéis estavam altíssimos. Mas lá encontrámos um apartamento de 2 quartos, pertíssimo do centro, a um preço ótimo (345 € por 3 noites).

Nessa altura, e pelo alojamento que alugámos, decidimos desafiar os pais da Rita a juntarem-se a nós nesta aventura. Vistas bem as coisas, o alojamento ficou a menos de 90 € por pessoa... os 3 dias! Não era um hotel de 5 estrelas, mas também não era de todo uma espelunca. Normalmente, não investimos em alojamento, mas temos os nossos níveis mínimos de segurança e higiene bem traçados. Bem procurado, temos conseguido (quase sempre) encontrar excelentes opções, em termos de relação qualidade/preço.


O que fazer em Edimburgo em 2 dias?


O que fazer em Edimburgo (pago ou gratuito), e o que ou onde comer (pubs, fast food, restaurantes mais elegantes ou supermercado), depende certamente do gosto e carteira de cada um.


Dia #1 - Sábado

Começamos a nossa aventura escocesa, tomando um belíssimo pequeno-almoço escocês mesmo em frente ao apartamento, no fantástico Word Of Mouth Leith!



A seguir, seguimos de táxi até Dean Village, uma pequena vila na cidade de Edimburgo. Fomos de táxi porque não estávamos sozinhos e não quisemos acabar com a energia logo na manhã do primeiro dia, mas podíamos ter calmamente seguido a pé.



Próxima paragem: a parte velha da cidade. Começámos pela indispensável visita ao Castelo de Edimburgo, onde estivemos pouco mais de 1h. Não somos de visitar todos os museus, e quando os visitamos, dificilmente fazemos visitas demasiado longas e cansativas. Com o castelo não foi exceção. Vimos e vivemos o castelo ao nosso ritmo, sem pressas, mas sem demoras também.


Na entrada, devido às limitações da COVID-19, a bilheteira estava fechada, pelo que tivemos de comprar os bilhetes online, usando o telemóvel.


O Castelo de Edimburgo é uma das atrações mais visitadas do país. Assim que passamos o portão, somos transportados para o período medieval, onde começamos a imaginar como se viveu naquela época, toda a sua história e costumes.


O castelo está dividido por várias alas, e merecem todas uma visita. De entre as muitas coisas a visitar, vão encontrar a (muito) pequena Capela de Santa Margarita, a Sala da Coroa, onde podem ver atrás de um vidro as Joias da Coroa Escocesa (a coroa, a espada e o ceptro encontram-se entre as mais antigas da Europa), a Pedra do Destino (o assento de coroação dos reis da Escócia), a Prisão Militar (muito fiel à época, com diversas peças alusivas, como as roupas, as camas de rede, os utensílios...) e o canhão medieval Mons Meg (cada bala pesava 175 kg). Podem ver também o One O’Clock Gun, um sinal horário, que ainda hoje é disparado diariamente, exceto ao domingo, às 13h00 horas.



Saindo do castelo em direção à Royal Mile, a rua mais famosa de Edimburgo, paramos logo no início para fazer a Scotch Whisky Experience. Não somos apreciadores de whiskey, mas ir à Escócia e não dar uma oportunidade "dele" nos convencer a mudar de lado não nos parecia justo. Compramos, obviamente, a versão soft, com direito a apenas uma prova (versus a versão hard em que podíamos beber 12 whiskeys diferentes). Vale a pena a visita. Não é barata mas também não custa nenhuma fortuna e, para os amantes de whiskey, paga a bebida!

Conduzidos pela história desta bebida, aprendemos sobre os seus ingredientes, métodos de produção, o que lhe dá aquele sabor tão característico, texturas, etc...É toda uma experiência.



Depois da bebida, decidimos procurar um pub para almoçar. Viramos na Royal Mile à direita em direção a um dos locais que tínhamos encontrado online... o Greyfriars Bobby. Trata-se da estátua de um cão, o Bobby, um cachorro Skye Terrier fiel ao seu dono, um guarda-noturno com quem fez o patrulhamento daquelas ruas durante anos. Após a sua morte, o guarda foi sepultado no cemitério de Greyfriars e o Bobby nunca mais de lá saiu, guardando a sua sepultura dia e noite durante 14 anos até a própria morte, em 1872. Apenas saía religiosamente às 13h para almoçar no mesmo pub onde o dono almoçava com ele, regressando depois novamente para a campa. O Bobby inspirou livros e filmes, entre eles o da Disney “O Fiel Companheiro”, de 1961.


Diz a lenda que esfregar o seu nariz dá sorte...e assim fizemos.


Claro que não conseguimos lugar para almoçar no Pub Greyfriars Bobby, mas rapidamente descobrimos outro, fantástico, o George IV Bar.


A tarde foi curta. Fazia-se de noite pelas 16h30. Atravessámos a Royal Mile na direção oposta do nosso Bobby e seguimos para a North Bridge e para o Scot's Monument, que estava infelizmente fechado devido à pandemia.



Bem perto do Scott's Monument, decorria uma feira de Gin!!! Paramos, degustamos, ouvimos música e depois seguimos viagem novamente para a Royal Mile, onde tínhamos planeado jantar no Whiskey Bar and Restaurant. Tivemos uma noite fantástica, com boa comida e bebida, música ao vivo e muitas gargalhadas.



O dia terminou com uma caminhada de 20m de volta ao apartamento.


Dia #2 - Domingo

O 2º dia estava reservado para visitarmos a outra ponta da Royal Mile. Tomámos o pequeno-almoço e caminhámos até Calton Hill, também conhecido pela Atenas do norte, devido ao monumento criado para homenagear os falecidos nas Guerras Napoleônicas, mas que nunca foi finalizado por falta de fundos. É um parque lindíssimo com uma vista fantástica da cidade.



Depois seguimos até ao Palácio de Holyroodhouse, onde passamos mais de uma hora percorrendo os corredores, os jardins, a capela ardida, etc.. Uma visita pela história da Grã Bretanha!

O palácio fica na outra ponta da Royal Mile... sempre a subir até ao Castelo, na extremidade oposta. Pelo caminho passámos pelo cemitério de Kirkyard até pararmos para almoçar. Desta feita escolhemos a opção segura, a Bella Itália Royal Mile! Simpática e acolhedora. Um Italiano funciona sempre bem.



De tarde deambulamos pela Princes Street, pela George Street e pela Rose Street, visitamos a Scottish National Gallery (uma pequena galeria de entrada livre e com obras muito conhecidas) para terminarmos a tarde com uma experiência assombrada pelos túneis da cidade velha... a Haunted Underground Vaults Experience. Uma forma bem diferente de conhecermos um pouco mais da história desta cidade.



Fechamos o fim de semana com mais uma visita a um pub impecável, The Royal Mile Tavern! Os finais do dia são sempre momentos de recuperação. Bem sentados, com boa comida e bebida foi o final para dois dias fantásticos, em boa companhia, e retemperadores para voltar a encarar os desafios do dia a dia.

Haveremos de voltar à Escócia. Temos uma rota pelos lagos e castelos para fazer e não nos esquecemos!




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